quinta-feira, 8 de maio de 2014

Confirmada a existência do elemento 117

     Um grupo de físicos, químicos e engenheiros (de 16 instituições em 11 países) confirmaram a existência do elemento químico superpesado de número atômico 117. Em 2010, um grupo de pesquisadores russos e americanos já haviam anunciado a descoberta desse elemento, que é o mais pesado conhecido até hoje (40% mais pesado que o átomo de chumbo).

Vista do interior do acelerador linear de 120 m usado para produzir o elemento 117.
     Elementos acima do número atômico 104 são chamados de elementos superpesados.  Apesar dos elementos superpesados não serem encontrados na natureza, eles podem ser produzidos através do choque de feixes de íons contra alvos feitos com elementos bem pesados. No caso dos experimentos que confirmaram a existência do elemento 117, foram utilizados íons de cálcio acelerados contra alvos de berquélio (isótopo Bk-249).  O isótopo Bk-249 é radioativo e possui meia-vida de 330 dias.
     Átomos do elemento 117 foram separados de um grande número de outros produtos de reações nucleares e foram identificados através de seu decaimento radioativo. As sequências de decaimento alfa medidas produziram isótopos de elementos mais leves (com número atômico entre 115 e 103), cujos registros contribuíram para a prova da observação (existência) do elemento 117.
     Falta agora a confirmação da existência do elemento químico de número atômico 118 para fechar o último período da tabela periódica.
(Fonte: http://phys.org/news/2014-05-superheavy-element.html)  


terça-feira, 22 de abril de 2014

Descoberto primeiro planeta com tamanho semelhante ao da Terra em uma "zona habitável"

     Usando o Telescópio Espacial Kepler da NASA, astrônomos descobriram o primeiro planeta (Kepler-186f) com tamanho semelhante ao da Terra, orbitando uma estrela na "zona habitável" - a região em torno de uma estrela onde água em estado líquido poderia existir na superfície de um planeta. A descoberta do Kepler-186f mostra que planetas com tamanhos semelhantes ao da Terra existem em zonas habitáveis fora do sistema solar.
     Apesar do tamanho de Kepler-186f ser conhecido (menos de 10% maior que a Terra), sua massa e sua composição ainda são desconhecidas. Pesquisas prévias, no entanto, sugerem que um planeta desse tamanho é, provavelmente, rochoso, assim como a Terra.


     O planeta Kepler-186f reside no sistema Kepler-186, a cerca de 500 anos-luz da Terra, na constelação do Cisne. O sistema possui outros quatro planetas, os quais orbitam uma estrela com metade do tamanho e da massa do Sol. A estrela é classificada como uma anã M, ou anã vermelha, uma classe e estrelas que compõem 70% da Via Láctea. Kepler-186f orbita sua estrela a cada 130 dias e recebe dela um terço da energia que a Terra recebe do Sol, colocando-o na fronteira exterior da zona habitável. Na superfície de Kepler-186f, o brilho de sua estrela no auge do dia é equivalente ao brilho do Sol que observamos uma hora antes do por-do-sol.
     "Estar na zona habitável não significa que sabemos que o planeta é habitável. A temperatura no planeta é fortemente dependente do tipo de atmosfera que o planeta possui", disse Thomas Barclay, pesquisador e co-autor do artigo publicado na Science semana passada.
     Os outros quatro planetas que compõem o sistema Kepler-186 (Kepler-186b, Kepler-186c, Kepler-186d e Kepler-186e), os quais orbitam seu sol a cada 4, 7, 13 e 22 dias, respectivamente, são quentes demais para existir vida como conhecemos. Esses quatro planetas interiores têm tamanhos inferiores a 1,5 vezes o tamanho da Terra.
     Para mais informações sobre a missão Kepler, visite o sítio http://www.nasa.gov/kepler.
(Fontes: http://www.jpl.nasa.gov/news/news.php?release=2014-119, http://www.nasa.gov/ames/kepler/kepler-186-and-the-solar-system/)

quinta-feira, 17 de abril de 2014

LHC confirma existência de novo tipo de matéria

     Pesquisadores da colaboração científica LHCb confirmaram a existência de hádrons exóticos - um tipo de matéria que não pode ser classificado dentro do modelo tradicional de partículas. O novo tipo de matéria é formado por quatro quarks.
     Quarks são partículas subatômicas fundamentais que formam a matéria. Até agora, sabia-se que eles ocorrem ou em grupos de dois (pares quark-antiquark), formando os mésons - de vida muito curta, ou em grupos de três, formando os bárions - os prótons e nêutrons que compõem os núcleos atômicos, por exemplo.
     Em conjunto, as partículas formadas por quarks (bárions e mésons) são conhecidas como hádrons - de onde vem o nome do LHC, Grande Colisor de Hádrons.
     Mas, nos últimos anos, os colisores têm detectado várias partículas que não se encaixam nesse modelo de estrutura dos hádrons.
     Agora, a colaboração LHCb afirma ter chegado a resultados inequívocos da existência de uma partícula exótica - chamada Z(4430) - que não se encaixa no modelo de quarks, formando um outro tipo de matéria chamada de tetraquark.

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