Quatro novas espécies de mamíferos que vivem na Mata Atlântica e na Amazônia foram descobertas por uma cientista brasileira com a ajuda de sequenciamento genético.
São tipos diferentes de cuícas-de-rabo-curto, marsupiais que são parentes próximos do gambá, mas que, diferente de seu “primo”, não possuem a bolsa abdominal comum em animais desta infraclasse, como o canguru, outro parente distante.
A investigação científica foi publicada na última semana na revista “Molecular Phylogenetics and Evolution”, em artigo assinado por Silvia Pavan, Sharon Jansa e Robert Voss.
O artigo afirma que das quatro espécies novas, três vivem na Amazônia e uma na Mata Atlântica. Os animais ainda não receberam um nome, já que a descrição oficial deve acontecer nos próximos anos.
Mostrando postagens com marcador Biologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Biologia. Mostrar todas as postagens
sábado, 19 de julho de 2014
Cientista descobre quatro novas espécies de mamíferos no Brasil
Postado por
Alexandre M. G. Carvalho
às
14:19
Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
Biologia,
novas espécies
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Ultrassom não repele mosquitos
Em 2012, uma campanha bastante inusitada rendeu o primeiro Grand Prix
brasileiro, em Cannes, na categoria Rádio.
A idealizadora da campanha foi a agência Talent, que criou um case para
a edição nacional da revista Go Outside, direcionada ao público que gosta de
esportes ao ar livre. A campanha focou em um dos principais problemas para tal
público: os mosquitos.
Durante todos os fins de semana do verão 2012, entre 17 horas e 19
horas, a rádio Band FM de São Paulo transmitiu um sinal de alta frequência (15
kHz), a mesma emitida por libélulas, uma predadora natural dos mosquitos. O
sinal é praticamente inaudível ao ouvido humano, mas percebido por esses
insetos.
A ideia era que, ao ouvir o sinal, os mosquitos se afastassem da fonte
de emissão. Em 15 dias de transmissão, três milhões de aparelhos sintonizaram o
sinal. O trabalho ganhou destaque na premiação pela criatividade de uso do
meio.
O único problema é que os cientistas o chamaram de “completa
baboseira”.
Como golpe publicitário, é muito convincente, de fato. Nada de
repelentes, sprays, raquetes: tudo o que você precisa fazer é ouvir a Band FM.
O problema aqui, de acordo com o entomologista Bart Knols, é que não há
“nenhuma evidência científica” de que o ultrassom repele mosquitos.
O equívoco de que mosquitos podem ser detidos por ultrassom tem rodado
por quase 40 anos: pelo menos uma revisão científica de um repelente eletrônico
foi publicada em 1974.
Uma revisão de 10 estudos feita em 2010 concluiu que dispositivos
ultrassônicos “não têm efeito na prevenção de picadas de mosquito”, e “não
devem ser recomendados ou usados”. Isso porque podem levar a uma falsa ideia de
proteção e, em países onde mosquitos transmitem malária, dengue, entre outras
doenças, pode ser potencialmente perigoso para aqueles que estão achando que
ouvir tal programa na rádio os deixa seguros.
A revisão feita por diversos cientistas ainda alerta que sequer vale a
pena estudar mais o assunto. É definitivo: ultrassom não repele mosquito.
A campanha da Band FM foi baseada em um sinal de alta frequência de 15
kHz, emitido por libélulas, predadoras dos mosquitos. Na verdade, diz Knols,
libélulas têm uma frequência de batimento de asa de entre 20 e 170 Hz, muito
mais baixa do que 15 kHz. Ainda assim, esta frequência mais baixa é igualmente
inútil em afastar mosquitos ou impedi-los de lhe morder.
A Band FM não foi a primeira estação a transmitir frequências
supostamente repelentes de mosquito, mas a ideia (felizmente) não pegou. Muito
mais comuns, no entanto, são aparelhos eletrônicos de ultrassom,
comercializados como repelentes em muitos países.
Em 2005, a revista britânica “Holiday Which?” testou uma série de
repelentes eletrônicos de mosquitos. Os quatro aparelhos testados foram descritos
como “um desperdício de dinheiro” e foi dito que “deveriam ser retirados” das
prateleiras.
Postado por
Alexandre M. G. Carvalho
às
06:05
Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Humor
Postado por
Alexandre M. G. Carvalho
às
13:52
Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Sirius: a nova fonte de luz síncrotron brasileira
O maior projeto da história da
ciência brasileira está prestes a sair do papel. Com
um anel de mais de 500 metros de circunferência, instalado num prédio de 250
metros de diâmetro – do tamanho de um estádio de futebol – o novo acelerador de partículas do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas, será
cinco vezes maior e muito mais avançada do que o atual, que será desmontado.
O custo total do projeto, batizado como
Sirius (nome da estrela mais brilhante no céu), é estimado em R$ 650 milhões,
com o primeiro feixe de luz previsto para 2016. Outro grande projeto federal,
do Reator Multipropósito Brasileiro, a ser construído em Iperó (também no
interior paulista), tem um orçamento maior, de R$ 850 milhões, mas sua missão
principal será a produção de radioisótopos para uso médico e industrial, e não
a produção de ciência. “Se você pensar numa infraestrutura dedicada
exclusivamente à pesquisa, o Sirius certamente é o maior”, diz o físico Antonio
José Roque da Silva, diretor do LNLS.
A expectativa na comunidade científica é
igualmente grande. A luz síncrotron (uma radiação eletromagnética de amplo
espectro, que abrange desde o infravermelho até os raios X) é usada em várias
áreas de pesquisa, como física, química, biologia, geologia, nanotecnologia,
engenharia de materiais e até paleontologia. O acelerador funciona como um
gigantesco microscópio, que os cientistas utilizam para enxergar a estrutura
atômica e molecular de diferentes materiais, iluminando-os com os diferentes
tipos de radiação presentes na luz síncrotron. Pode ser uma rocha, uma
proteína, uma amostra de solo, um dente de dinossauro, um cabo de aço usado em
plataformas de petróleo, um fio de cabelo tratado com diferentes tipos de
xampu, ou qualquer outra coisa que se queira conhecer nos mínimos detalhes.
“É o sonho de entender materiais, tanto do
ponto de vista estrutural quanto funcional”, afirma Roque. Com a luz
síncrotron, é possível saber, por exemplo, que tipos de átomos e moléculas
fazem parte de um material, qual é a distância entre eles, como eles interagem
entre si, quais são suas propriedades magnéticas e várias outras coisas. São
“olhos microscópicos”, nas palavras do diretor científico do LNLS, o brasileiro
Harry Westfahl.
Postado por
Alexandre M. G. Carvalho
às
04:45
2 comentários:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
acelerador de partículas,
Biologia,
Física,
Química,
radiação síncrotron,
Sirius
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Mosquito da dengue criou resistência a repelente, diz pesquisa
A substância, conhecida como DEET, ou dietiltoluamida, é
largamente empregada em repelente contra insetos, combatendo mosquitos,
pernilongos, muriçocas e borrachudos. O composto age interferindo nos
receptores sensoriais desses animais, inibindo seu desejo de picar o usuário.
O estudo, divulgado pela
publicação científica Plos One, analisou a reação de mosquitos da
espécie Aedes aegypti, vetores da dengue e da febre amarela, à
substância. Os cientistas concluíram que, ainda que inicialmente repelidos pelo
composto químico, os insetos depois o ignoraram.
Eles recomendaram que governos e
laboratórios farmacêuticos realizem mais pesquisas para encontrar alternativas
à DEET.
Segundo a Organização Mundial da
Saúde (OMS), a dengue é hoje a doença tropical que se propaga mais rapidamente
no mundo. Nos últimos 50 anos, sua incidência aumentou 30 vezes, o que pode
transformá-la em uma pandemia, advertiu o órgão.
Para provar a eficácia da DEET os cientistas pediram a voluntários que aplicassem repelente com DEET em um braço e soltaram mosquitos.
Como esperado, o repelente
afastou os insetos. No entanto, poucas horas depois, quando ofereceram aos
mesmos mosquitos uma nova oportunidade de picarem a pele, os cientistas
constataram que a substância se mostrou menos eficiente.
Para investigar os motivos da
ineficácia da DEET, os pesquisadores puseram eletrodos na antena dos insetos.
Postado por
Alexandre M. G. Carvalho
às
03:50
Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
Biologia,
mosquito Aedes aegypti,
mosquitos
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Como respirar arsênico (por pouco tempo)
“O processo científico é naturalmente auto-corretivo, com cientistas tentando reproduzir resultados já publicados.”
Foi com o uso do corolário acima, conhecido pelos cientistas, que a revista “Science” reconheceu que uma das descobertas recentes mais intrigantes da biologia estava errada.
Em dezembro de 2010, Felisa Wolfe-Simon, do Instituto de Astrobiologia da Nasa, tinha apresentado ao público uma bactéria que não usava o elemento fósforo em seu metabolismo, pois o tinha substituido por arsênio, o componente central do veneno "arsênico". A mera troca de um elemento pode soar irrelevante para leigos em bioquímica, mas se a cientista estivesse correta, a GFAJ-1, o micróbio encontrado no lago Mono, na Califórnia, seria único.
Até hoje, todos os organismos vivos conhecidos dependem crucialmente de seis elementos em seu metabolismo: oxigênio, carbono, hidrogênio, nitrogênio, enxofre e fósforo. Se este último pudesse ser trocado por arsênio, a compreensão de cientistas sobre as condições básicas para o surgimento da vida deveriam ser repensadas. Apelidada até de “bactéria extraterrestre”, a GFAJ-1 seria um sinal de que a vida poderia emergir em locais jamais imaginados.
A consagração, porém, durou muito pouco. O trabalho de Wolfe-Simon começou a ser atacado logo após a publicação, e outros biólogos a criticaram por ter sido apressada em tirar algumas conclusões. Rosie Redfield, da Universidade da Columbia Britânica, tentou reproduzir o experimento original feito pela cientista da Nasa, e obteve resultados diferentes. Esse e outros argumentos, porém, foram insuficientes para convencer a Nasa a retratar o estudo.
O número 6093 da revista “Science”, porém, traz não apenas um, mas dois estudos explicando o que estava errado no trabalho de Wolfe-Simon.
Um deles, liderado por Tobias Erb do ETH (Instituto Federal de Tecnologia da Suíça), em Zurique, mostra que, apesar de a bactéria ser capaz de viver num meio altamente contaminado por arsênio, seu organismo precisa de um pouco de fósforo para sobreviver. A cientista da Nasa, portanto, havia concluído que o micróbio metabolizava arsênio sem ter a certeza de que não havia fósforo em suas amostras.
O outro estudo, liderado por Marshall Reaves, da Universidade de Princeton, contraria afirmações de Wolfe-Simon de que moléculas essenciais ao funcionamento dos organismos — como DNA e os lípídios das membranas celulares — poderiam trocar o fósforo por arsênio.
A “Science” cumpriu seu papel ao buscar os melhores argumentos contra um estudo controverso e fez o certo em se esforçar para publicar os trabalhos que contrariam uma descoberta que ela própria tinha alardeado. Num caso desses, é a reputação da publicação que está em jogo, e os editores da revista se sairam da melhor forma possível.
Para Wolfe-Simon e para o Instituto de Astrobiologia da Nasa, porém, o futuro não será tão fácil. O erro talvez não seja feio o suficiente para que a cientista seja crucificada eticamente, mas, ao que tudo indica, errar foi um pecado menos grave do que insistir no erro. Pareceristas que lerem seus estudos futuros certamente terão cuidado redobrado antes de endossar suas conclusões.
A “Science”, para qualquer efeito, tentou resgatar aquilo de bom que sobrou do estudo original da pesquisadora, no comunicado que publicou recentemente. Tecnicamente o estudo não foi retratado, e a revista reconhece o mérito de Wolfe-Simon de ter atentado para a importância da GFAJ-1, “um organismo de resistência extraordinária que deve ser de interesse em mais estudos, particularmente relacionados a mecanismos de tolerância ao arsênico”.
(Fonte: www.folha.com.br, por Rafael Garcia)
Postado por
Alexandre M. G. Carvalho
às
12:27
Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
Biologia,
Bioquímica
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Pequeno crustáceo é batizado em homenagem a Bob Marley
Paul Sikkel, biólogo marinho da Arkansas State
University, descobriu e batizou um pequeno crustáceo com o nome científico de Gnathia
marleyi, em homenagem a Bob
Marley. Esse crustáceo alimenta-se de sangue de peixes que habitam recifes de
corais no Caribe.
"Batizei
esta espécie, que é uma verdadeira maravilha natural, com o nome de Marley em
sinal de respeito e admiração por sua música", disse Paul Sikkel.
Gnathia marleyi é uma nova espécie dentro da família dos gnatídeos e a primeira nova espécie a ser descrita no Caribe em mais de duas décadas.
Gnathia marleyi é uma nova espécie dentro da família dos gnatídeos e a primeira nova espécie a ser descrita no Caribe em mais de duas décadas.
Esse pequeno
crustáceo vive escondido
em cascalhos de corais, esponjas do mar e algas. Os jovens são parasitas e
infestam os peixes que passam pelos locais onde estão. Quando adultos, os Gnathia
marleyi não se alimentam de nada. "Achamos que os adultos
sobrevivem por duas ou três semanas com o que foi sugado durante a juventude.
Depois, morrem, possivelmente após acasalarem", falou Sikkel.
![]() |
| Nova espécie de crustáceos parasitas batizada de Gnathia marleyi, em homenagem a Bob Marley. |
Cerca de 80% dos organismos dos
corais são parasitas. Os gnatídeos são os parasitas mais comuns nos oceanos e
são os principais causadores ou transmissores das doenças que atingem os
peixes. Além disso, a saúde dos peixes está diretamente ligada à saúde dos
corais, conhecidos como "florestas do mar", devido à alta
biodiversidade. Sikkel e seu grupo de pesquisa estão monitorando a relação
entre peixes e parasitas para analisar a degradação dos corais.
Sikkel descobriu o Ghnathia marleyi há dez
anos nas Ilhas Virgens Americanas. Lá, a espécie é tão comum que ele achava que
alguém já a tinha nomeado e descrito. Movido pela curiosidade, pediu para um dos
pesquisadores do seu grupo investigar qual espécie era aquela e descobriu que
ela não havia sido estudada a fundo.
Marley não é o único famoso
homenageado por pesquisadores. Um líquen já foi batizado em homenagem a Barack
Obama; o comediante Stephen Colbert serviu de inspiração para uma nova espécie
de abelha; Elvis Presley deu nome a uma vespa; e Bill Gates, a uma nova mosca
de flor.
(Fonte: www.astate.edu)
Postado por
Alexandre M. G. Carvalho
às
09:43
Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
Biologia,
crustáceo,
novas espécies
Assinar:
Postagens (Atom)


