sábado, 28 de setembro de 2013

Novo elemento químico: número atômico 115

     Em agosto último, pesquisadores apresentaram evidência que confirma a existência do elemento químico de número atômico 115.
     O experimento foi conduzido em um laboratório na Alemanha e os resultados confirmaram medidas anteriores realizadas por grupos de pesquisa na Rússia.


Parte da tabela periódica oficial (IUPAC). Repare que, além do elemento 115, falta também o elemento 113, o qual ainda não foi descoberto.
     Além das observações do novo elemento químico, os pesquisadores tiveram acesso a dados que dão a eles uma visão mais profunda da estrutura e propriedades de núcleos atômicos superpesados.
     Bombardeando um filme fino de amerício com íons de cálcio, os pesquisadores foram capazes de medir fótons em conexão com o decaimento alfa do novo elemento. Certas energias dos fótons estavam de acordo com as energias esperadas para raios-X, que são “impressões digitais” de um dado elemento.
     O novo e superpesado elemento não possui nome ainda. Um comitê constituído de membros da “International Union of Pure and Applied Chemistry” (IUPAC) revisará os novos resultados e decidirá se recomenda ou não mais experimentos antes de reconhecer oficialmente a descoberta do novo elemento químico.
(Fontes: http://www.lunduniversity.lu.se/o.o.i.s?news_item=6082&id=24890 e http://www.iupac.org/fileadmin/user_upload/news/IUPAC_Periodic_Table-1May13.pdf)

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Físicos veem novos indícios de que o Universo pode ser cíclico

     Dizem que o Big Bang foi o princípio do Universo. Mas, segundo Roger Penrose, prestigiado físico da Universidade de Oxford, ele também foi o fim de um outro universo que existia antes deste. E, melhor, o britânico diz ter agora evidências concretas sobre esse ciclo cosmológico.
     Trabalhando em parceria com o armênio Vahe Gurzadyan, da Universidade Estadual de Yerevan, Penrose analisa a série de dados do satélite WMAP há três anos. A sonda americana foi projetada para fazer um mapeamento universal da radiação cósmica de fundo - um "eco" do Big Bang gerado quando o Universo tinha menos de 400 mil anos de existência, detectado pelo satélite na forma de micro-ondas. Hoje, o cosmo tem 13,8 bilhões de anos.
     Penrose e Gurzadyan vêm dizendo, desde 2010, que conseguiram detectar pequenas flutuações na radiação cósmica de fundo, na forma de círculos concêntricos.
     Isso, segundo eles, seria resultado da colisão de buracos negros gigantes numa época que precedeu o Big Bang. Ou seja, seria implicação de que o Universo já existia, em outra forma, antes do período de expansão que conhecemos e observamos hoje.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

A ciência brasileira não é feita por cientistas

     Nos últimos anos, o Brasil vem acumulando bons resultados em rankings de produção científica. No último levantamento feito pela consultoria Thomson Reuters, entre 2007 e 2011, o país correspondeu a 2,6% da produção científica global. No entanto, esses artigos, que ultrapassam a barreira das 25 mil publicações por ano, não são feitos por cientistas, mas sim por professores.
     A avaliação foi feita pela neurocientista e professora do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Suzana Herculano-Houzel. Para ela, o fato de não haver regulamentação da profissão de cientista atrasa o desenvolvimento tecnológico do Brasil.
     “Não posso dizer que neurocientista é minha profissão, porque a minha profissão de cientista não existe no Brasil. Não está na tabela das profissões regulamentadas pelo Ministério do Trabalho (MTE). Para poder atuar como cientista, eu atuo como professora de nível superior, eu literalmente faço ciência nas horas vagas”, expôs.

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